Espécie nativa da Mata Atlântica colore trilhas do Jardim e reforça a importância da vegetação local para a biodiversidade Quem caminha pelas trilhas do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul pode notar pequenos pontos vermelhos iluminando o verde da paisagem. Trata-se do pingo-de-sangue (Ruellia brevifolia), espécie que ocorre espontaneamente na área do Jardim e que, neste período, encontra-se em plena floração. De porte herbáceo e flores tubulares de coloração vermelho-intensa, o pingo-de-sangue chama a atenção pela delicadeza e pela vivacidade das cores. Embora muitas vezes associada a projetos de paisagismo, especialmente em jardins tropicais e composições de sub-bosque, a Ruellia brevifolia é uma espécie nativa da Mata Atlântica que já faz parte da dinâmica natural do Alto Vale do Itajaí. Sua presença espontânea no Jardim Botânico demonstra como a própria vegetação local possui alto valor estético, muitas vezes comparável às espécies exóticas tradicionalmente utilizadas no paisagismo convencional. Além do valor ornamental, o pingo-de-sangue desempenha papel ecológico importante. Suas flores tubulares são atrativas para polinizadores, especialmente beija-flores e insetos, contribuindo para a manutenção das interações ecológicas e da diversidade no ambiente do Jardim Botânico. Ao observar essa espécie, percebemos que o embelezamento da paisagem pode acontecer de forma natural, a partir das próprias plantas que já pertencem ao território. Valorizar o que é nativo é reconhecer a riqueza que já habita o nosso espaço.
Frango-d’água-azul é registrado no Jardim Botânico de Rio do Sul
Espécie reforça importância das áreas úmidas como refúgios de biodiversidade no Alto Vale do Itajaí O Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul segue revelando a riqueza da fauna local. Recentemente, foi registrada a presença do frango-d’água-azul (Porphyrio martinica), uma ave típica de áreas úmidas que reforça a importância dos ambientes alagados como refúgios de biodiversidade no Alto Vale do Itajaí. A espécie mede cerca de 35 cm, com envergadura entre 50 e 55 cm, podendo pesar até 305 g nos machos e 291 g nas fêmeas. O frango-d’água-azul tem dieta predominantemente vegetal, alimentando-se de folhas, sementes e flores, mas também consome pequenos vertebrados, ovos e caramujos aquáticos. Vive em pântanos, lagos com margens alagadas e arrozais inundados, caminhando com leveza sobre vegetação flutuante. Nada pouco, evita grandes áreas abertas de água e, quando voa, estica as longas pernas para trás. É uma espécie migratória e costuma desaparecer do sul do Brasil durante o inverno. Constrói ninhos espaçosos em áreas pantanosas, pouco acima da água, onde deposita de 4 a 8 ovos de coloração creme com pintas marrons e roxo-claro. O frango-d’água-azul ocorre em grande parte do continente americano, desde o sudeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina, incluindo todo o Brasil. O registro realizado por Elisandra Dias Peiker evidencia o papel do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul como área de refúgio e conexão ecológica para a fauna regional. Fonte das informações da espécie WikiAves – ficha da espécie Porphyrio martinica