
Pequenos encontros que revelam a biodiversidade no Jardim Botânico
Borboleta da família Hesperiidae foi registrada visitando a inflorescência de crista-de-galo (Celosia argentea) em busca de néctar. Uma cena simples, mas cheia de significado ecológico, foi registrada recentemente no Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul: uma pequena borboleta da família Hesperiidae, conhecida como hesperídeo, visitando a inflorescência da crista-de-galo (Celosia argentea). A estrutura colorida da planta, muitas vezes confundida com uma única flor, na verdade é uma inflorescência, ou seja, um conjunto formado por diversas flores pequenas agrupadas. Essas flores produzem néctar, que serve de alimento para diferentes insetos visitantes. Durante a visita às flores, a borboleta utiliza sua probóscide, uma estrutura alongada semelhante a uma pequena tromba, para sugar o néctar. Esse comportamento fornece energia essencial para o voo e outras atividades do inseto. Ao se deslocar entre diferentes flores, as borboletas também podem contribuir para a polinização, transportando grãos de pólen e auxiliando na reprodução das plantas. Registros como esse demonstram como jardins botânicos e áreas verdes urbanas podem funcionar como importantes refúgios para a biodiversidade, oferecendo alimento e abrigo para diversos organismos. No Jardim Botânico de Rio do Sul, cada planta, flor ou inflorescência pode se tornar ponto de encontro para diferentes espécies, revelando as múltiplas interações que sustentam o equilíbrio dos ecossistemas.








