Quem visita o Jardim Botânico de Rio do Sul nos meses de janeiro e fevereiro pode observar um espetáculo especial da flora nativa: a frutificação do imbé ou guaimbé (Thaumatophyllum bipinnatifidum).
Espécie nativa da Mata Atlântica, o imbé ocorre naturalmente na área do Jardim e se destaca por suas folhas grandes, profundamente recortadas e de forte valor ornamental. Não por acaso, é amplamente utilizada no paisagismo convencional em todo o Brasil, compondo jardins tropicais e projetos urbanos.
No Jardim Botânico, no entanto, ele não é apenas elemento ornamental, é parte viva do ecossistema local.
Neste período do ano, o imbé apresenta suas infrutescências alongadas e marcantes. Quando maduros, os frutos são comestíveis e servem de alimento para a fauna, especialmente aves e outros animais silvestres, contribuindo para a manutenção das cadeias ecológicas e para a dispersão de sementes.
Essa característica reforça um aspecto fundamental: uma planta pode ser bela e funcional ao mesmo tempo. O imbé demonstra como as espécies nativas conciliam valor estético, importância ecológica e potencial de uso no paisagismo.
Ao destacar o imbé, reforçamos uma das missões do Jardim Botânico: valorizar a flora que já ocorre naturalmente em nosso território, promovendo o reconhecimento de seu papel ecológico e incentivando o uso consciente de espécies nativas nos espaços urbanos.
Ao caminhar pelo Jardim, observe as placas de identificação e utilize o QR Code para conhecer mais sobre essa e outras espécies na plataforma Flora de Santa Catarina.
Conhecer a flora local é fortalecer a biodiversidade que nos cerca.


