Espécie nativa da Mata Atlântica colore trilhas do Jardim e reforça a importância da vegetação local para a biodiversidade
Quem caminha pelas trilhas do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul pode notar pequenos pontos vermelhos iluminando o verde da paisagem. Trata-se do pingo-de-sangue (Ruellia brevifolia), espécie que ocorre espontaneamente na área do Jardim e que, neste período, encontra-se em plena floração.
De porte herbáceo e flores tubulares de coloração vermelho-intensa, o pingo-de-sangue chama a atenção pela delicadeza e pela vivacidade das cores.
Embora muitas vezes associada a projetos de paisagismo, especialmente em jardins tropicais e composições de sub-bosque, a Ruellia brevifolia é uma espécie nativa da Mata Atlântica que já faz parte da dinâmica natural do Alto Vale do Itajaí.
Sua presença espontânea no Jardim Botânico demonstra como a própria vegetação local possui alto valor estético, muitas vezes comparável às espécies exóticas tradicionalmente utilizadas no paisagismo convencional.
Além do valor ornamental, o pingo-de-sangue desempenha papel ecológico importante. Suas flores tubulares são atrativas para polinizadores, especialmente beija-flores e insetos, contribuindo para a manutenção das interações ecológicas e da diversidade no ambiente do Jardim Botânico.
Ao observar essa espécie, percebemos que o embelezamento da paisagem pode acontecer de forma natural, a partir das próprias plantas que já pertencem ao território. Valorizar o que é nativo é reconhecer a riqueza que já habita o nosso espaço.

