Em comemoração ao aniversário do município, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Rio do Sul, por meio do Departamento de Meio Ambiente, em parceria com a Associação Ambientalista Pimentão Alto Vale, promove a atividade educativa “Salvem as Canelinhas”, no Jardim Botânico de Rio do Sul. A ação consiste em uma contação de história com fantoches, voltada especialmente ao público infantil e às famílias, com o objetivo de sensibilizar sobre a importância da conservação das espécies nativas e dos ecossistemas da Mata Atlântica. A narrativa aborda, de forma lúdica e acessível, a relação ecológica entre a fauna e a flora, tendo como elemento central a espécie canela-sassafrás (Ocotea odorifera), reconhecida como árvore símbolo do município. Por meio da história, são apresentados conceitos fundamentais de educação ambiental, como interdependência ecológica, serviços ecossistêmicos, regeneração natural e os impactos da ação humana sobre a biodiversidade. A proposta pedagógica busca estimular a reflexão e o protagonismo das crianças na conservação ambiental, conectando conhecimento científico a estratégias de comunicação lúdica. Como forma de reforçar o aprendizado e ampliar o alcance da ação, os participantes receberão um jogo didático de tabuleiro temático da canela-sassafrás, desenvolvido para consolidar os conteúdos abordados durante a atividade e incentivar a continuidade do processo educativo no ambiente familiar. A iniciativa integra a programação comemorativa do município e reafirma o compromisso das instituições envolvidas com a promoção da educação ambiental, valorização das espécies nativas e fortalecimento da relação entre comunidade e natureza.
Lançamento da Plataforma: Flora de Santa Catarina
Na tarde do dia 31, o Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul foi palco do lançamento oficial da Plataforma Flora de Santa Catarina, uma importante iniciativa voltada ao conhecimento, registro e valorização da biodiversidade vegetal do estado. O evento reuniu pesquisadores, estudantes, representantes do poder público e instituições de ensino, marcando um momento significativo para a ciência e a conservação ambiental em Santa Catarina. A plataforma nasce com o propósito de registrar, sistematizar e divulgar informações sobre as espécies de plantas que ocorrem no território catarinense, reunindo dados de forma organizada, acessível e colaborativa. De caráter aberto e participativo, a ferramenta permite que diferentes públicos, como pesquisadores, técnicos, professores e entusiastas, contribuam com registros de espécies. Dessa forma, a plataforma fortalece a construção coletiva do conhecimento e amplia o acesso à informação científica. Acesse o link abaixo e conheça a plataforma: http://www.florasc.com.br
Lançamento da campanha: Construa em área livre de enchente
Campanha regional busca conscientizar a população sobre os riscos das enchentes e incentivar o planejamento urbano responsável No dia 26 de março, foi realizado o lançamento oficial da campanha “Construa em área livre de enchente”, uma iniciativa voltada à conscientização da população do Alto Vale do Itajaí sobre a importância de ocupar o território de forma segura e planejada. A ação surge em um contexto marcado por eventos recentes de enchentes na região, que evidenciam a necessidade de prevenção como estratégia essencial para reduzir danos materiais, sociais e ambientais. A campanha será veiculada em diferentes meios de comunicação, incluindo televisão, rádios e outdoors, com o objetivo de alcançar o maior número de pessoas possível e promover uma reflexão coletiva: vale a pena o risco? Mais do que uma mensagem, a iniciativa propõe uma mudança de comportamento, incentivando decisões mais conscientes no momento de construir, priorizando áreas livres de enchente e respeitando a dinâmica natural dos rios. A mobilização reforça que prevenir é sempre o melhor caminho, para proteger vidas, preservar histórias e garantir um futuro mais seguro para toda a comunidade.
Floração na coleção do Jardim Botânico!
A Crassula capitella, conhecida como pagoda-miniatura, floresceu recentemente na coleção de cactos e suculentas do Jardim Botânico de Rio do Sul. Você sabia? Essa espécie recebe esse nome curioso porque suas folhas crescem empilhadas, lembrando os níveis de uma pagoda oriental. Durante a floração, surgem pequenas flores delicadas em tons de branco e rosa, que contrastam com suas folhas avermelhadas — um verdadeiro espetáculo em miniatura! Além do valor ornamental, a espécie apresenta adaptações xerofíticas, com folhas suculentas que atuam como reservatórios hídricos, garantindo sua sobrevivência em condições de baixa disponibilidade de água. Venha conhecer de perto as curiosidades da coleção e se encantar com a diversidade das plantas!
Pequenos encontros que revelam a biodiversidade no Jardim Botânico
Borboleta da família Hesperiidae foi registrada visitando a inflorescência de crista-de-galo (Celosia argentea) em busca de néctar. Uma cena simples, mas cheia de significado ecológico, foi registrada recentemente no Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul: uma pequena borboleta da família Hesperiidae, conhecida como hesperídeo, visitando a inflorescência da crista-de-galo (Celosia argentea). A estrutura colorida da planta, muitas vezes confundida com uma única flor, na verdade é uma inflorescência, ou seja, um conjunto formado por diversas flores pequenas agrupadas. Essas flores produzem néctar, que serve de alimento para diferentes insetos visitantes. Durante a visita às flores, a borboleta utiliza sua probóscide, uma estrutura alongada semelhante a uma pequena tromba, para sugar o néctar. Esse comportamento fornece energia essencial para o voo e outras atividades do inseto. Ao se deslocar entre diferentes flores, as borboletas também podem contribuir para a polinização, transportando grãos de pólen e auxiliando na reprodução das plantas. Registros como esse demonstram como jardins botânicos e áreas verdes urbanas podem funcionar como importantes refúgios para a biodiversidade, oferecendo alimento e abrigo para diversos organismos. No Jardim Botânico de Rio do Sul, cada planta, flor ou inflorescência pode se tornar ponto de encontro para diferentes espécies, revelando as múltiplas interações que sustentam o equilíbrio dos ecossistemas.
Paredes que contam histórias: arte e ciência se encontram no Jardim Botânico de Rio do Sul
O Centro de Educação Ambiental do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul abriga um conjunto de murais em graffiti artístico que retratam elementos da história da Botânica no município. As pinturas, desenvolvidas nas paredes externas da estrutura, integram arte e conhecimento científico, compondo um espaço expositivo que contribui para a valorização da história natural e da produção de conhecimento sobre a flora regional. Os murais apresentam referências visuais a períodos, instituições e personagens ligados ao desenvolvimento dos estudos botânicos em Rio do Sul, utilizando a linguagem da arte urbana como ferramenta de comunicação científica e educação ambiental. A proposta busca tornar o conteúdo histórico e científico mais acessível ao público visitante, ampliando as formas de interpretação e diálogo com o território. Inserido no contexto das ações educativas do Jardim Botânico, o Centro de Educação Ambiental funciona como um espaço destinado à realização de palestras, cursos, oficinas, exposições e atividades formativas, fortalecendo a integração entre ciência, cultura e comunidade. A iniciativa contribui para consolidar o Jardim Botânico como um ambiente de referência para a divulgação científica, sensibilização ambiental e valorização do patrimônio natural, aproximando a população da história e da importância das plantas para a construção da identidade ecológica e cultural da região do Alto Vale do Itajaí. A comunidade é convidada a visitar o espaço e conhecer os murais que transformam as paredes do Centro de Educação Ambiental em um registro artístico da trajetória da Botânica em Rio do Sul.
Cacto floresce na coleção de cactos e suculentas do Jardim Botânico de Rio do Sul
Floração do Rebutia fiebrigii chama atenção pela intensidade das cores e pela curta duração das flores. Recentemente, a coleção de cactos e suculentas do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul registrou a floração do Rebutia fiebrigii, espécie pertencente à família Cactaceae e conhecida popularmente como cacto-coroa-de-fogo. Originário das regiões andinas da América do Sul, especialmente da Bolívia e do norte da Argentina, esse pequeno cacto se destaca por formar touceiras compactas recobertas por finos espinhos claros. Apesar de seu porte reduzido, a espécie produz flores grandes e intensamente coloridas, geralmente em tons de laranja vivo, que contrastam com o corpo da planta. A floração ocorre principalmente durante a primavera e o verão, sendo um evento breve na natureza e também em cultivo, pois as flores permanecem abertas por poucos dias. Ainda assim, esse momento representa um espetáculo visual e um importante indicativo das boas condições de cultivo da planta. A presença de espécies como o Rebutia fiebrigii na coleção botânica contribui para a divulgação do conhecimento sobre a diversidade de cactos e suculentas, além de fortalecer as ações de educação ambiental, conservação e sensibilização da comunidade desenvolvidas pelo Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul. Registro fotográfico: Amanda Mariano
Novo registro de floração no Jardim Botânico de Rio do Sul
Orquídea terrestre floresce em meio aos eucaliptos no Jardim Botânico! Hoje foi registrado, na área de eucaliptos do Jardim Botânico de Rio do Sul, a floração da Eulophia alta, uma elegante orquídea terrestre que cresce diretamente no solo, diferente das orquídeas epífitas que vivem sobre árvores. Suas hastes florais eretas se destacam nas áreas mais abertas, revelando a capacidade da flora nativa de ocupar e ressignificar ambientes alterados. Além de seu valor ecológico, a Eulophia alta apresenta notável potencial ornamental, reforçando a importância de valorizarmos as espécies nativas também no paisagismo. A espécie já está cadastrada na plataforma Flora de Santa Catarina (FloraSC). Acesse para conhecer a ficha completa da espécie, com informações botânicas, registros e dados sobre sua ocorrência no estado. Cada floração é um convite para observar, conhecer e conservar.
Nova coleção em implantação: Trepadeiras Nativas Catarinenses
Um registro fotográfico recente realizado por Raissa Vitória Mazzi no Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul revelou a presença do teiú Salvator merianae, uma das espécie bastante interessante da herpetofauna brasileira. O teiú pertence à ordem Squamata e à família Teiidae, grupo que reúne os populares teiús, tegus ou tejus. Trata-se do maior e mais comum lagarto encontrado no Brasil, podendo alcançar cerca de 1,40 metro de comprimento, chegando em alguns casos a quase 2 metros. A espécie apresenta cabeça longa e pontiaguda, com mandíbulas fortes e pequenos dentes afiados. O papo e a face são claros, contrastando com manchas negras, e a língua rosada, comprida e bifurcada, é frequentemente visível enquanto o animal explora o ambiente. Apesar de sua aparência robusta, o teiú é geralmente um animal assustado e pacífico, que prefere fugir ao perceber a presença humana. Quando encurralado, pode usar a cauda como defesa ou aplicar uma mordida poderosa. Embora seja um lagarto terrestre, é capaz de escalar pequenas árvores e rochas e também é excelente nadador. Como todo réptil, o teiú é ectotérmico, dependendo do calor externo para regular sua temperatura corporal. Por isso, é comum observá-lo em áreas abertas tomando sol, comportamento importante para seu metabolismo. O teiú é onívoro e possui dieta diversificada: alimenta-se de pequenos mamíferos, aves e ovos, répteis, anfíbios, insetos, artrópodes, carniça e frutos. Em áreas rurais, tornou-se conhecido por invadir galinheiros em busca de ovos. Essa dieta ampla ajuda no controle de populações de insetos e outros animais, além de contribuir para a dispersão de sementes. A espécie apresenta dimorfismo sexual, com machos maiores e com papadas mais evidentes. As fêmeas constroem tocas ou utilizam cupinzeiros para depositar entre 12 e 35 ovos, protegendo-os até a eclosão, após cerca de 90 dias de incubação. O teiú ocorre desde o sul da Amazônia até o norte da Argentina, adaptando-se a diversos ambientes. Sua presença no Jardim Botânico de Rio do Sul reforça a importância do espaço como refúgio para a fauna nativa e como área de pesquisa e educação ambiental . Registrar espécies como o teiú ajuda a aproximar a comunidade da biodiversidade local e a compreender o papel fundamental de cada animal nos ecossistemas da Mata Atlântica.
Teiú no Jardim Botânico de Rio do Sul
Um registro fotográfico recente realizado por Raissa Vitória Mazzi no Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul revelou a presença do teiú Salvator merianae, uma das espécie bastante interessante da herpetofauna brasileira. O teiú pertence à ordem Squamata e à família Teiidae, grupo que reúne os populares teiús, tegus ou tejus. Trata-se do maior e mais comum lagarto encontrado no Brasil, podendo alcançar cerca de 1,40 metro de comprimento, chegando em alguns casos a quase 2 metros. A espécie apresenta cabeça longa e pontiaguda, com mandíbulas fortes e pequenos dentes afiados. O papo e a face são claros, contrastando com manchas negras, e a língua rosada, comprida e bifurcada, é frequentemente visível enquanto o animal explora o ambiente. Apesar de sua aparência robusta, o teiú é geralmente um animal assustado e pacífico, que prefere fugir ao perceber a presença humana. Quando encurralado, pode usar a cauda como defesa ou aplicar uma mordida poderosa. Embora seja um lagarto terrestre, é capaz de escalar pequenas árvores e rochas e também é excelente nadador. Como todo réptil, o teiú é ectotérmico, dependendo do calor externo para regular sua temperatura corporal. Por isso, é comum observá-lo em áreas abertas tomando sol, comportamento importante para seu metabolismo. O teiú é onívoro e possui dieta diversificada: alimenta-se de pequenos mamíferos, aves e ovos, répteis, anfíbios, insetos, artrópodes, carniça e frutos. Em áreas rurais, tornou-se conhecido por invadir galinheiros em busca de ovos. Essa dieta ampla ajuda no controle de populações de insetos e outros animais, além de contribuir para a dispersão de sementes. A espécie apresenta dimorfismo sexual, com machos maiores e com papadas mais evidentes. As fêmeas constroem tocas ou utilizam cupinzeiros para depositar entre 12 e 35 ovos, protegendo-os até a eclosão, após cerca de 90 dias de incubação. O teiú ocorre desde o sul da Amazônia até o norte da Argentina, adaptando-se a diversos ambientes. Sua presença no Jardim Botânico de Rio do Sul reforça a importância do espaço como refúgio para a fauna nativa e como área de pesquisa e educação ambiental . Registrar espécies como o teiú ajuda a aproximar a comunidade da biodiversidade local e a compreender o papel fundamental de cada animal nos ecossistemas da Mata Atlântica.