Quem visita o Jardim Botânico de Rio do Sul nos meses de janeiro e fevereiro pode observar um espetáculo especial da flora nativa: a frutificação do imbé ou guaimbé (Thaumatophyllum bipinnatifidum). Espécie nativa da Mata Atlântica, o imbé ocorre naturalmente na área do Jardim e se destaca por suas folhas grandes, profundamente recortadas e de forte valor ornamental. Não por acaso, é amplamente utilizada no paisagismo convencional em todo o Brasil, compondo jardins tropicais e projetos urbanos. No Jardim Botânico, no entanto, ele não é apenas elemento ornamental, é parte viva do ecossistema local. Neste período do ano, o imbé apresenta suas infrutescências alongadas e marcantes. Quando maduros, os frutos são comestíveis e servem de alimento para a fauna, especialmente aves e outros animais silvestres, contribuindo para a manutenção das cadeias ecológicas e para a dispersão de sementes. Essa característica reforça um aspecto fundamental: uma planta pode ser bela e funcional ao mesmo tempo. O imbé demonstra como as espécies nativas conciliam valor estético, importância ecológica e potencial de uso no paisagismo. Ao destacar o imbé, reforçamos uma das missões do Jardim Botânico: valorizar a flora que já ocorre naturalmente em nosso território, promovendo o reconhecimento de seu papel ecológico e incentivando o uso consciente de espécies nativas nos espaços urbanos. Ao caminhar pelo Jardim, observe as placas de identificação e utilize o QR Code para conhecer mais sobre essa e outras espécies na plataforma Flora de Santa Catarina. Conhecer a flora local é fortalecer a biodiversidade que nos cerca.
Jardim Botânico de Rio do Sul registra diversidade de anfíbios em novo estudo científico
Pesquisa realizada entre 2024 e 2025 amplia conhecimento sobre a biodiversidade regional Entre os anos de 2024 e 2025, foi desenvolvido mais um estudo vinculado ao Projeto Biodiversidade do Alto Vale do Itajaí: o levantamento da anurofauna do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul , iniciativa que reforça o papel do espaço como área de pesquisa, conservação e educação ambiental no Alto Vale do Itajaí. As expedições de campo foram realizadas em áreas de floresta nativa e ambientes manejados do Jardim Botânico, e buscaram registrar as espécies de anfíbios anuros e suas áreas de ocorrência. O objetivo foi de fortalecer a preservação da fauna local, ampliar o conhecimento científico sobre o Alto Vale do Itajaí e integrar os resultados às ações de educação ambiental do Jardim Botânico. Os anfíbios são bioindicadores da qualidade ambiental. Conhecer suas populações ajuda a proteger nascentes, florestas e a biodiversidade que sustenta a vida em nossa região. O trabalho produzido pelos pesquisadores será publicado em breve na Revista Biodiversidade, contribuindo para a divulgação científica e para a valorização da pesquisa realizada no nosso território.
Exposição Permanente “Aves de Santa Catarina” valoriza a biodiversidade regional no Jardim Botânico de Rio do Sul
Exposição reúne acervo científico da ornitóloga Lenir Alda do Rosário e integra ações de educação ambiental no Alto Vale do Itajaí Inaugurada em 21 de setembro de 2024, no casarão histórico do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul, a exposição apresenta parte do acervo técnico-científico produzido pela ornitóloga Lenir Alda do Rosário, referência nos estudos sobre a avifauna catarinense, e conta com ilustrações científicas do ilustrador naturalista Eduardo Brettas, que enriquecem a compreensão e a apreciação das espécies retratadas. A mostra reúne registros históricos, ilustrações científicas, documentos de pesquisa de campo e materiais educativos, evidenciando a diversidade das aves de Santa Catarina e sua importância ecológica. O espaço contribui para a divulgação científica, formação de estudantes, capacitação de educadores e sensibilização da comunidade quanto à biodiversidade catarinense, fortalecendo o papel do Jardim Botânico como espaço de educação ambiental, pesquisa e conservação no Alto Vale do Itajaí. Local: Casarão Histórico do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul A visita é um convite para conhecer, valorizar e proteger as aves que integram a identidade natural de Santa Catarina.
Jardim Botânico de Rio do Sul avança na identificação da flora nativa
Espécie nativa da Mata Atlântica colore trilhas do Jardim e reforça a importância da vegetação local para a biodiversidade Quem caminha pelas trilhas do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul pode notar pequenos pontos vermelhos iluminando o verde da paisagem. Trata-se do pingo-de-sangue (Ruellia brevifolia), espécie que ocorre espontaneamente na área do Jardim e que, neste período, encontra-se em plena floração. De porte herbáceo e flores tubulares de coloração vermelho-intensa, o pingo-de-sangue chama a atenção pela delicadeza e pela vivacidade das cores. Embora muitas vezes associada a projetos de paisagismo, especialmente em jardins tropicais e composições de sub-bosque, a Ruellia brevifolia é uma espécie nativa da Mata Atlântica que já faz parte da dinâmica natural do Alto Vale do Itajaí. Sua presença espontânea no Jardim Botânico demonstra como a própria vegetação local possui alto valor estético, muitas vezes comparável às espécies exóticas tradicionalmente utilizadas no paisagismo convencional. Além do valor ornamental, o pingo-de-sangue desempenha papel ecológico importante. Suas flores tubulares são atrativas para polinizadores, especialmente beija-flores e insetos, contribuindo para a manutenção das interações ecológicas e da diversidade no ambiente do Jardim Botânico. Ao observar essa espécie, percebemos que o embelezamento da paisagem pode acontecer de forma natural, a partir das próprias plantas que já pertencem ao território. Valorizar o que é nativo é reconhecer a riqueza que já habita o nosso espaço.
Pingo-de-sangue floresce no Jardim Botânico de Rio do Sul
Espécie nativa da Mata Atlântica colore trilhas do Jardim e reforça a importância da vegetação local para a biodiversidade Quem caminha pelas trilhas do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul pode notar pequenos pontos vermelhos iluminando o verde da paisagem. Trata-se do pingo-de-sangue (Ruellia brevifolia), espécie que ocorre espontaneamente na área do Jardim e que, neste período, encontra-se em plena floração. De porte herbáceo e flores tubulares de coloração vermelho-intensa, o pingo-de-sangue chama a atenção pela delicadeza e pela vivacidade das cores. Embora muitas vezes associada a projetos de paisagismo, especialmente em jardins tropicais e composições de sub-bosque, a Ruellia brevifolia é uma espécie nativa da Mata Atlântica que já faz parte da dinâmica natural do Alto Vale do Itajaí. Sua presença espontânea no Jardim Botânico demonstra como a própria vegetação local possui alto valor estético, muitas vezes comparável às espécies exóticas tradicionalmente utilizadas no paisagismo convencional. Além do valor ornamental, o pingo-de-sangue desempenha papel ecológico importante. Suas flores tubulares são atrativas para polinizadores, especialmente beija-flores e insetos, contribuindo para a manutenção das interações ecológicas e da diversidade no ambiente do Jardim Botânico. Ao observar essa espécie, percebemos que o embelezamento da paisagem pode acontecer de forma natural, a partir das próprias plantas que já pertencem ao território. Valorizar o que é nativo é reconhecer a riqueza que já habita o nosso espaço.
Frango-d’água-azul é registrado no Jardim Botânico de Rio do Sul
Espécie reforça importância das áreas úmidas como refúgios de biodiversidade no Alto Vale do Itajaí O Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul segue revelando a riqueza da fauna local. Recentemente, foi registrada a presença do frango-d’água-azul (Porphyrio martinica), uma ave típica de áreas úmidas que reforça a importância dos ambientes alagados como refúgios de biodiversidade no Alto Vale do Itajaí. A espécie mede cerca de 35 cm, com envergadura entre 50 e 55 cm, podendo pesar até 305 g nos machos e 291 g nas fêmeas. O frango-d’água-azul tem dieta predominantemente vegetal, alimentando-se de folhas, sementes e flores, mas também consome pequenos vertebrados, ovos e caramujos aquáticos. Vive em pântanos, lagos com margens alagadas e arrozais inundados, caminhando com leveza sobre vegetação flutuante. Nada pouco, evita grandes áreas abertas de água e, quando voa, estica as longas pernas para trás. É uma espécie migratória e costuma desaparecer do sul do Brasil durante o inverno. Constrói ninhos espaçosos em áreas pantanosas, pouco acima da água, onde deposita de 4 a 8 ovos de coloração creme com pintas marrons e roxo-claro. O frango-d’água-azul ocorre em grande parte do continente americano, desde o sudeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina, incluindo todo o Brasil. O registro realizado por Elisandra Dias Peiker evidencia o papel do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul como área de refúgio e conexão ecológica para a fauna regional. Fonte das informações da espécie WikiAves – ficha da espécie Porphyrio martinica
Cuidado contínuo com a Coleção Arbórea do Jardim Botânico de Rio do Sul
Desde a inauguração, em 21 de setembro de 2024, o Jardim Botânico de Rio do Sul tem dedicado atenção especial às suas coleções botânicas, em especial à coleção arbórea, que reúne espécies de árvores que ocorrem naturalmente em Santa Catarina. Organizada por famílias e gêneros, e distribuída em áreas específicas do jardim, essa coleção entra agora em uma nova fase: a do cuidado permanente e qualificado com as mudas. Superado o intenso período de organização e estruturação que marcou o pós-inauguração, os esforços se voltam ao manejo diário das coleções vivas. Entre os principais cuidados estão: a roçada, que reduz a competição com as mudas, melhora a incidência de luz e contribui para a estética do jardim; o coroamento, com a formação de um berço ao redor das mudas utilizando resíduos da própria roçada; as adubações periódicas, fundamentais para o bom desenvolvimento das plantas. Todas as mudas da coleção recebem esse manejo especial, garantindo crescimento saudável e maior integração com a paisagem do jardim. Agora, um novo desafio se apresenta: ampliar a diversidade, buscando e incorporando as diferentes espécies arbóreas que compõem o território catarinense, fortalecendo ainda mais as coleções e o papel do Jardim Botânico na conservação e educação ambiental.
Associação Ambientalista Pimentão esteve presente 6ª Conferência Estadual das Cidades
Nos dias 27, 28 e 29, a Associação Ambientalista Pimentão esteve presente na 6ª Conferência Estadual das Cidades, realizada em Joinville, na Univille. A entidade representou o município de Agronômica na categoria sociedade civil, contribuindo para o fortalecimento da participação popular nos espaços de construção das políticas públicas urbanas. Durante a conferência, a associação participou dos grupos de trabalho do Eixo 3 – Sustentabilidade Ambiental e Emergência Climática, voltados à construção de cidades mais resilientes, ambientalmente responsáveis e socialmente justas. Os debates abordaram temas centrais para o futuro dos municípios, como adaptação às mudanças climáticas, justiça socioambiental, planejamento urbano sustentável e o papel do poder público local frente à emergência climática.
Exposição Itinerante de Fotografias Ambientais – 2026
Ao longo do ano de 2026, será realizada a Exposição Itinerante das Fotografias Ambientais vencedoras da 4ª edição do Concurso de Fotografias Ambientais, promovido em 2025. A exposição contempla exclusivamente as imagens vencedoras de cada categoria, com o objetivo de valorizar a produção fotográfica e promover a sensibilização ambiental por meio da arte. A mostra terá início no Jardim Botânico de Rio do Sul, com previsão de circulação temporária por outros espaços, ampliando o alcance das ações de educação ambiental. A Exposição Itinerante conta com o apoio da Associação Ambientalista Pimentão, Fundação Cultural, Disigual, AMA e da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, sendo realizada pelo Departamento de Meio Ambiente. Acompanhe os canais oficiais para informações sobre locais e datas.
Estudante do IFC realiza estágio na Associação Ambientalista Pimentão
Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, a Associação Ambientalista Pimentão recebeu a estudante Caroline Erkmann, do 3º ano do Ensino Médio Técnico em Agroecologia do IFC, para a realização de seu estágio obrigatório. Durante esse período, Caroline colaborou com atividades de Educação Ambiental, apoio a projetos e visitas técnicas, acompanhando de perto a rotina e as ações desenvolvidas pela associação. A vivência contribuiu para a formação prática da estudante, aproximando os conhecimentos da agroecologia das experiências em campo e do trabalho educativo realizado na região do Alto Vale do Itajaí.