Borboleta da família Hesperiidae foi registrada visitando a inflorescência de crista-de-galo (Celosia argentea) em busca de néctar. Uma cena simples, mas cheia de significado ecológico, foi registrada recentemente no Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul: uma pequena borboleta da família Hesperiidae, conhecida como hesperídeo, visitando a inflorescência da crista-de-galo (Celosia argentea). A estrutura colorida da planta, muitas vezes confundida com uma única flor, na verdade é uma inflorescência, ou seja, um conjunto formado por diversas flores pequenas agrupadas. Essas flores produzem néctar, que serve de alimento para diferentes insetos visitantes. Durante a visita às flores, a borboleta utiliza sua probóscide, uma estrutura alongada semelhante a uma pequena tromba, para sugar o néctar. Esse comportamento fornece energia essencial para o voo e outras atividades do inseto. Ao se deslocar entre diferentes flores, as borboletas também podem contribuir para a polinização, transportando grãos de pólen e auxiliando na reprodução das plantas. Registros como esse demonstram como jardins botânicos e áreas verdes urbanas podem funcionar como importantes refúgios para a biodiversidade, oferecendo alimento e abrigo para diversos organismos. No Jardim Botânico de Rio do Sul, cada planta, flor ou inflorescência pode se tornar ponto de encontro para diferentes espécies, revelando as múltiplas interações que sustentam o equilíbrio dos ecossistemas.
Paredes que contam histórias: arte e ciência se encontram no Jardim Botânico de Rio do Sul
O Centro de Educação Ambiental do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul abriga um conjunto de murais em graffiti artístico que retratam elementos da história da Botânica no município. As pinturas, desenvolvidas nas paredes externas da estrutura, integram arte e conhecimento científico, compondo um espaço expositivo que contribui para a valorização da história natural e da produção de conhecimento sobre a flora regional. Os murais apresentam referências visuais a períodos, instituições e personagens ligados ao desenvolvimento dos estudos botânicos em Rio do Sul, utilizando a linguagem da arte urbana como ferramenta de comunicação científica e educação ambiental. A proposta busca tornar o conteúdo histórico e científico mais acessível ao público visitante, ampliando as formas de interpretação e diálogo com o território. Inserido no contexto das ações educativas do Jardim Botânico, o Centro de Educação Ambiental funciona como um espaço destinado à realização de palestras, cursos, oficinas, exposições e atividades formativas, fortalecendo a integração entre ciência, cultura e comunidade. A iniciativa contribui para consolidar o Jardim Botânico como um ambiente de referência para a divulgação científica, sensibilização ambiental e valorização do patrimônio natural, aproximando a população da história e da importância das plantas para a construção da identidade ecológica e cultural da região do Alto Vale do Itajaí. A comunidade é convidada a visitar o espaço e conhecer os murais que transformam as paredes do Centro de Educação Ambiental em um registro artístico da trajetória da Botânica em Rio do Sul.
Cacto floresce na coleção de cactos e suculentas do Jardim Botânico de Rio do Sul
Floração do Rebutia fiebrigii chama atenção pela intensidade das cores e pela curta duração das flores. Recentemente, a coleção de cactos e suculentas do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul registrou a floração do Rebutia fiebrigii, espécie pertencente à família Cactaceae e conhecida popularmente como cacto-coroa-de-fogo. Originário das regiões andinas da América do Sul, especialmente da Bolívia e do norte da Argentina, esse pequeno cacto se destaca por formar touceiras compactas recobertas por finos espinhos claros. Apesar de seu porte reduzido, a espécie produz flores grandes e intensamente coloridas, geralmente em tons de laranja vivo, que contrastam com o corpo da planta. A floração ocorre principalmente durante a primavera e o verão, sendo um evento breve na natureza e também em cultivo, pois as flores permanecem abertas por poucos dias. Ainda assim, esse momento representa um espetáculo visual e um importante indicativo das boas condições de cultivo da planta. A presença de espécies como o Rebutia fiebrigii na coleção botânica contribui para a divulgação do conhecimento sobre a diversidade de cactos e suculentas, além de fortalecer as ações de educação ambiental, conservação e sensibilização da comunidade desenvolvidas pelo Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul. Registro fotográfico: Amanda Mariano
Novo registro de floração no Jardim Botânico de Rio do Sul
Orquídea terrestre floresce em meio aos eucaliptos no Jardim Botânico! Hoje foi registrado, na área de eucaliptos do Jardim Botânico de Rio do Sul, a floração da Eulophia alta, uma elegante orquídea terrestre que cresce diretamente no solo, diferente das orquídeas epífitas que vivem sobre árvores. Suas hastes florais eretas se destacam nas áreas mais abertas, revelando a capacidade da flora nativa de ocupar e ressignificar ambientes alterados. Além de seu valor ecológico, a Eulophia alta apresenta notável potencial ornamental, reforçando a importância de valorizarmos as espécies nativas também no paisagismo. A espécie já está cadastrada na plataforma Flora de Santa Catarina (FloraSC). Acesse para conhecer a ficha completa da espécie, com informações botânicas, registros e dados sobre sua ocorrência no estado. Cada floração é um convite para observar, conhecer e conservar.
Nova coleção em implantação: Trepadeiras Nativas Catarinenses
Um registro fotográfico recente realizado por Raissa Vitória Mazzi no Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul revelou a presença do teiú Salvator merianae, uma das espécie bastante interessante da herpetofauna brasileira. O teiú pertence à ordem Squamata e à família Teiidae, grupo que reúne os populares teiús, tegus ou tejus. Trata-se do maior e mais comum lagarto encontrado no Brasil, podendo alcançar cerca de 1,40 metro de comprimento, chegando em alguns casos a quase 2 metros. A espécie apresenta cabeça longa e pontiaguda, com mandíbulas fortes e pequenos dentes afiados. O papo e a face são claros, contrastando com manchas negras, e a língua rosada, comprida e bifurcada, é frequentemente visível enquanto o animal explora o ambiente. Apesar de sua aparência robusta, o teiú é geralmente um animal assustado e pacífico, que prefere fugir ao perceber a presença humana. Quando encurralado, pode usar a cauda como defesa ou aplicar uma mordida poderosa. Embora seja um lagarto terrestre, é capaz de escalar pequenas árvores e rochas e também é excelente nadador. Como todo réptil, o teiú é ectotérmico, dependendo do calor externo para regular sua temperatura corporal. Por isso, é comum observá-lo em áreas abertas tomando sol, comportamento importante para seu metabolismo. O teiú é onívoro e possui dieta diversificada: alimenta-se de pequenos mamíferos, aves e ovos, répteis, anfíbios, insetos, artrópodes, carniça e frutos. Em áreas rurais, tornou-se conhecido por invadir galinheiros em busca de ovos. Essa dieta ampla ajuda no controle de populações de insetos e outros animais, além de contribuir para a dispersão de sementes. A espécie apresenta dimorfismo sexual, com machos maiores e com papadas mais evidentes. As fêmeas constroem tocas ou utilizam cupinzeiros para depositar entre 12 e 35 ovos, protegendo-os até a eclosão, após cerca de 90 dias de incubação. O teiú ocorre desde o sul da Amazônia até o norte da Argentina, adaptando-se a diversos ambientes. Sua presença no Jardim Botânico de Rio do Sul reforça a importância do espaço como refúgio para a fauna nativa e como área de pesquisa e educação ambiental . Registrar espécies como o teiú ajuda a aproximar a comunidade da biodiversidade local e a compreender o papel fundamental de cada animal nos ecossistemas da Mata Atlântica.
Teiú no Jardim Botânico de Rio do Sul
Um registro fotográfico recente realizado por Raissa Vitória Mazzi no Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul revelou a presença do teiú Salvator merianae, uma das espécie bastante interessante da herpetofauna brasileira. O teiú pertence à ordem Squamata e à família Teiidae, grupo que reúne os populares teiús, tegus ou tejus. Trata-se do maior e mais comum lagarto encontrado no Brasil, podendo alcançar cerca de 1,40 metro de comprimento, chegando em alguns casos a quase 2 metros. A espécie apresenta cabeça longa e pontiaguda, com mandíbulas fortes e pequenos dentes afiados. O papo e a face são claros, contrastando com manchas negras, e a língua rosada, comprida e bifurcada, é frequentemente visível enquanto o animal explora o ambiente. Apesar de sua aparência robusta, o teiú é geralmente um animal assustado e pacífico, que prefere fugir ao perceber a presença humana. Quando encurralado, pode usar a cauda como defesa ou aplicar uma mordida poderosa. Embora seja um lagarto terrestre, é capaz de escalar pequenas árvores e rochas e também é excelente nadador. Como todo réptil, o teiú é ectotérmico, dependendo do calor externo para regular sua temperatura corporal. Por isso, é comum observá-lo em áreas abertas tomando sol, comportamento importante para seu metabolismo. O teiú é onívoro e possui dieta diversificada: alimenta-se de pequenos mamíferos, aves e ovos, répteis, anfíbios, insetos, artrópodes, carniça e frutos. Em áreas rurais, tornou-se conhecido por invadir galinheiros em busca de ovos. Essa dieta ampla ajuda no controle de populações de insetos e outros animais, além de contribuir para a dispersão de sementes. A espécie apresenta dimorfismo sexual, com machos maiores e com papadas mais evidentes. As fêmeas constroem tocas ou utilizam cupinzeiros para depositar entre 12 e 35 ovos, protegendo-os até a eclosão, após cerca de 90 dias de incubação. O teiú ocorre desde o sul da Amazônia até o norte da Argentina, adaptando-se a diversos ambientes. Sua presença no Jardim Botânico de Rio do Sul reforça a importância do espaço como refúgio para a fauna nativa e como área de pesquisa e educação ambiental . Registrar espécies como o teiú ajuda a aproximar a comunidade da biodiversidade local e a compreender o papel fundamental de cada animal nos ecossistemas da Mata Atlântica.
Flora nativa do Jardim Botânico de Rio do Sul: Imbé
Quem visita o Jardim Botânico de Rio do Sul nos meses de janeiro e fevereiro pode observar um espetáculo especial da flora nativa: a frutificação do imbé ou guaimbé (Thaumatophyllum bipinnatifidum). Espécie nativa da Mata Atlântica, o imbé ocorre naturalmente na área do Jardim e se destaca por suas folhas grandes, profundamente recortadas e de forte valor ornamental. Não por acaso, é amplamente utilizada no paisagismo convencional em todo o Brasil, compondo jardins tropicais e projetos urbanos. No Jardim Botânico, no entanto, ele não é apenas elemento ornamental, é parte viva do ecossistema local. Neste período do ano, o imbé apresenta suas infrutescências alongadas e marcantes. Quando maduros, os frutos são comestíveis e servem de alimento para a fauna, especialmente aves e outros animais silvestres, contribuindo para a manutenção das cadeias ecológicas e para a dispersão de sementes. Essa característica reforça um aspecto fundamental: uma planta pode ser bela e funcional ao mesmo tempo. O imbé demonstra como as espécies nativas conciliam valor estético, importância ecológica e potencial de uso no paisagismo. Ao destacar o imbé, reforçamos uma das missões do Jardim Botânico: valorizar a flora que já ocorre naturalmente em nosso território, promovendo o reconhecimento de seu papel ecológico e incentivando o uso consciente de espécies nativas nos espaços urbanos. Ao caminhar pelo Jardim, observe as placas de identificação e utilize o QR Code para conhecer mais sobre essa e outras espécies na plataforma Flora de Santa Catarina. Conhecer a flora local é fortalecer a biodiversidade que nos cerca.
Jardim Botânico de Rio do Sul registra diversidade de anfíbios em novo estudo científico
Pesquisa realizada entre 2024 e 2025 amplia conhecimento sobre a biodiversidade regional Entre os anos de 2024 e 2025, foi desenvolvido mais um estudo vinculado ao Projeto Biodiversidade do Alto Vale do Itajaí: o levantamento da anurofauna do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul , iniciativa que reforça o papel do espaço como área de pesquisa, conservação e educação ambiental no Alto Vale do Itajaí. As expedições de campo foram realizadas em áreas de floresta nativa e ambientes manejados do Jardim Botânico, e buscaram registrar as espécies de anfíbios anuros e suas áreas de ocorrência. O objetivo foi de fortalecer a preservação da fauna local, ampliar o conhecimento científico sobre o Alto Vale do Itajaí e integrar os resultados às ações de educação ambiental do Jardim Botânico. Os anfíbios são bioindicadores da qualidade ambiental. Conhecer suas populações ajuda a proteger nascentes, florestas e a biodiversidade que sustenta a vida em nossa região. O trabalho produzido pelos pesquisadores será publicado em breve na Revista Biodiversidade, contribuindo para a divulgação científica e para a valorização da pesquisa realizada no nosso território.
Exposição Permanente “Aves de Santa Catarina” valoriza a biodiversidade regional no Jardim Botânico de Rio do Sul
Exposição reúne acervo científico da ornitóloga Lenir Alda do Rosário e integra ações de educação ambiental no Alto Vale do Itajaí Inaugurada em 21 de setembro de 2024, no casarão histórico do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul, a exposição apresenta parte do acervo técnico-científico produzido pela ornitóloga Lenir Alda do Rosário, referência nos estudos sobre a avifauna catarinense, e conta com ilustrações científicas do ilustrador naturalista Eduardo Brettas, que enriquecem a compreensão e a apreciação das espécies retratadas. A mostra reúne registros históricos, ilustrações científicas, documentos de pesquisa de campo e materiais educativos, evidenciando a diversidade das aves de Santa Catarina e sua importância ecológica. O espaço contribui para a divulgação científica, formação de estudantes, capacitação de educadores e sensibilização da comunidade quanto à biodiversidade catarinense, fortalecendo o papel do Jardim Botânico como espaço de educação ambiental, pesquisa e conservação no Alto Vale do Itajaí. Local: Casarão Histórico do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul A visita é um convite para conhecer, valorizar e proteger as aves que integram a identidade natural de Santa Catarina.
Jardim Botânico de Rio do Sul avança na identificação da flora nativa
Espécie nativa da Mata Atlântica colore trilhas do Jardim e reforça a importância da vegetação local para a biodiversidade Quem caminha pelas trilhas do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul pode notar pequenos pontos vermelhos iluminando o verde da paisagem. Trata-se do pingo-de-sangue (Ruellia brevifolia), espécie que ocorre espontaneamente na área do Jardim e que, neste período, encontra-se em plena floração. De porte herbáceo e flores tubulares de coloração vermelho-intensa, o pingo-de-sangue chama a atenção pela delicadeza e pela vivacidade das cores. Embora muitas vezes associada a projetos de paisagismo, especialmente em jardins tropicais e composições de sub-bosque, a Ruellia brevifolia é uma espécie nativa da Mata Atlântica que já faz parte da dinâmica natural do Alto Vale do Itajaí. Sua presença espontânea no Jardim Botânico demonstra como a própria vegetação local possui alto valor estético, muitas vezes comparável às espécies exóticas tradicionalmente utilizadas no paisagismo convencional. Além do valor ornamental, o pingo-de-sangue desempenha papel ecológico importante. Suas flores tubulares são atrativas para polinizadores, especialmente beija-flores e insetos, contribuindo para a manutenção das interações ecológicas e da diversidade no ambiente do Jardim Botânico. Ao observar essa espécie, percebemos que o embelezamento da paisagem pode acontecer de forma natural, a partir das próprias plantas que já pertencem ao território. Valorizar o que é nativo é reconhecer a riqueza que já habita o nosso espaço.